Após parado seu processo de filiação por quase 13 meses, a União Européia apresentou um relatório sobre negociações com os Bálcãs e a Turquia. A iniciativa foi do Comissário Europeu de Ampliação, Olli Rehn, após conversa com a Promotora-Chefe do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), Carla del Ponte. A aproximação da Sérvia é devida à cooperação na captura de suposto criminoso de guerra. Já os demais países balcânicos não devem esperar por uma rápida integração; mesmo aqueles como a Croácia, que tem economia forte, mas não mantém a corrupção no nível máximo exigido.
A Turquia foi advertida pelo atraso no processo de reformas. Foram feitas duras críticas à possível falta de liberdade de opinião, de imprensa e de religião. Ainda assim, foi elogiada pelas eleições “justas e livres” realizadas no meio do ano. A Turquia é de extremo interesse à União Européia por ser o elo entre o mundo muçulmano e o ocidental e para a parceria no abastecimento energético. Quanto à questão dos curdos, foi pedido que haja maior cooperação entre Ancara e Bagdá e que sejam fortalecidos os direitos dos curdos, bem como de outras minorias.
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